Hoje numa montra: Pés - Oferta de buço - 5 Euros Sem podermos escolher, nascem. Crescem algum tempo sem poder fazer muitas escolhas. Chega normalmente um momento em que já lhes é permitido escolher ter "autonomia financeira". Após isso, todas as escolhas lhes são permitidas! E então escolhem arranjar casa, escolhem o conteúdo desta. Depois escolhem ter electricidade, àgua canalizada, gas, telefone, televisão por cabo, internet. Muitos escolhem a casa longe, para a sua "autonomia financeira" não ser posta em causa. Com essa escolha, surge, naturalmente, a escolha de um veículo que lhes permita deslocarem-se, especialmente para o emprego que escolheram para lhes proporcionar a tão desejada "autonomia financeira". Algures neste percurso, sempre após o marco da "autonomia financeira", muitos escolhem ter filhos que irão crescer sem poder fazer grandes escolhas. De repente, tantas escolhas, livremente tomadas, dão-lhes uma estranha sensação de aprisionamento. Aparece a imagem de uma mudança de vida, o campo, a praia, enfim, a natureza, aquilo que sobraria se fosse possível retirar da Terra tudo o que passaram a vida a produzir para possuir e que afinal até não necessitam. Pensam em largar tudo, vender, oferecer e escolher mudar de vida. Voltam a pensar. Entusiasmados com a perspectiva da mudança, escolhem. A escolha é manterem-se na mesma vida, por causa dos compromissos das escolhas anteriores. claro, para manter a "autonomia financeira"... Sabem o que é o Projecto Lei 118? Está aqui e todos o deviam conhecer, e quem achar, como eu, absolutamente inaceitável, assine aqui. Não podemos pagar uma taxa porque tiramos fotografias, porque fazemos videos, porque desenhamos em digital, porque compramos ebooks ou assinamos publicações online. Não podemos, ponto. Já tudo deve ter sido dito e escrito sobre as declarações inqualificáveis do presidente da república. Depois do que fez ao país, agora ainda temos de ouvir isto? A mim, basta-me uma palavra: Rua! Hoje foi feijoada, já foi à Lagareiro, pode ser arroz do dito, mas seja como for, o polvo aqui, vai passar a ser conhecido por oxilar. O novo acordo ortográfico que se cuide. Estamos aí para mudar mais. Phalemos, escrevamos e xamemos komo quisermos, e que se phoda a língua. E vivam os oxilares! Ao dia 19 este blog entra em 2012. Descansem pois os eventuais fieis seguidores deste blog de ritmo de posts inprevisível. O oito aqui continua. Sempre achei a expressão título deste post sem sentido. Hoje começei o dia a ouvir no rádio de um colega a trautear "Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, Gabriela"... Pus os meus auscultadores e não ouvi mais o rádio. Tirei-os no final do dia e ouvi "Born to be alive" de Patrick Hernandez. Nem imagino o que terá sido o dia daquele rádio, mas de certeza que não me teria dado alegria. |
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